domingo, 16 de setembro de 2012

O poder comunicacional da manifestação popular


Uma manifestação popular é um meio de comunicação muito poderoso. Todos têm medo da manifestação do povo: Governos, marcas de produtos ou serviços, clubes de futebol, enfim, todas as organizações públicas ou privadas. Têm medo porque o povo só se manifesta em grande escala quando tem motivos fortes, ou seja, de forma genuína. É por isso que a manifestação popular tem um grande poder comunicacional.
Em Portugal, este sábado foi de manifestações de rua em todo o País contra contra políticas de austeridade impostas pelo FMI, Banco Central Europeu e União Europeia, que o Governo tem aceitado sem pestanejar ou sem demonstrar a mínima tentativa de defesa da população. Ora, Portugal é um País milenar, fundador da Europa. A Europa precisa de Portugal e Portugal precisa da Europa. A falência de Portugal seria um péssimo sinal para o mundo e para os mercados e seria imprevisível para o futuro do Euro.
Portugal tem especificidades muito próprias, pois é um País pobre que assenta numa estrutura social muito débil, com grande parte da população auferindo baixos rendimentos e sendo altamente dependente do Estado. Mas é um País com algumas potencialidades por explorar. Tem um mar que é estratégico para a Europa no contexto global. Produz do melhor vinho e do melhor azeite do mundo. Tem alguns projetos empresariais de base tecnológica que são um exemplo em todo o mundo. Tem condições fantásticas para desenvolver a economia através do turismo de praia, do turismo rural e do turismo cultural.
Para mudar os desequilíbrios existentes com eficácia e paz social o País precisava de um plano a longo prazo, que a ganância dos mercados não parece disposta a aceitar. O Governo, por seu lado, quer ser o bom aluno, que aguenta com todos os disparates dos professores. Só que o povo está farto. O protesto nacional deste sábado mostrou um País divorciado do Governo, que está no poder há pouco mais de um ano. O povo disse com civismo que não quer ser governado pelo voluntarismo internacional de Pedro Passos Coelho, Vítor Gaspar, Miguel Relvas e companhia. E os efeitos estão à vista, provando a força comunicacional da manifestação como meio de expressão genuína do povo (ver aqui a posição do ministro de Estado Paulo Portas). A imagem mostra a multidão que encheu a Avenida dos Aliados, no Porto – cuja última enchente tinha ocorrido quando a cidade recebeu o Papa Josef Ratzinger. Foi considerada a maior manifestação popular desde o 25 de Abril de 1974. FOTO: Pedro Granadeiro (Lusa)

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Eleitores querem políticos interativos



Mais de 85% de internautas brasileiros que participaram numa pesquisa “online” consideram que as redes sociais são meios de comunicação adequados para a discutir política, por serem espaços mais abertos e interativos. E, para 40% desses internautas, o Facebook, a rede criada por Mark Zuckerberg, é apontado como o lugar preferido para trocar ideias sobre política. Outros 37% acreditam que todas as redes são eficientes, enquanto 11% preferem o Twitter. Estes são os principais resultados de uma pesquisa “on-line” intitulada “Rede social é lugar para política?”, que foi realizada no mês de Agosto de 2012, com 332 pessoas de todo o Brasil, pela empresa eCRM123, especializada em redes sociais. 
A pesquisa, que foi realizada num momento em que o Brasil se encontra em campanha eleitoral para a eleição municipal de 7 de Outubro, permitiu ainda apurar que os políticos têm de levar a sério as redes sociais como elemento de discussão interativa. Para muitos eleitores, as redes sociais já começam a ser preferidas em relação à televisão para buscarem informação política. Porém, o estudo constata que a maioria dos candidatos a prefeitos e vereadores nesta campanha não usa todo o potencial das redes sociais e da Internet, verificando-se a ausência de uma estratégia bem delineada de comunicação digital (ver aqui).
Tal como acontece no mercado de bens e serviços, com o Marketing 3.0, assim designado por Philip Kotler, o novo eleitor digital é cada vez mais exigente: quer respostas completas sobre assuntos concretos e não promessas vagas. Os eleitores querem os documentos disponíveis, em formato PDF, para poderem copiá-los para o seu computador, se quiserem. Por isso, não basta produzir vídeos para programas de TV e migrá-los para a Internet. Daí que os candidatos precisam de estar focados nas redes sociais mais importantes, nos assuntos que estão na agenda política, e, obviamente, nos principais compromissos para o mandato. O plano do mandato é mesmo o elemento de informação que os eleitores digitais – teoricamente mais ativos e informados – consideram mais importante.
O simples cartaz digital, que pode enfeitar uma página do Facebook ou um e-mail, já não é suficiente. É preciso ir mais além, com um bom planeamento de conteúdos que garanta respostas a todas as perguntas feitas pelos eleitores, uma vez que, de acordo com a pesquisa, o conteúdo das respostas aos eleitores tem sido fraco.
Ora, este novo quadro interativo exige, por parte dos políticos, uma atenção renovada aos pormenores, neste caso, a todos os pontos de contato digital entre o público e o candidato, não deixando ninguém sem resposta. O que implica a existência de uma assessoria de comunicação engajada neste espírito interativo, que seja realmente um braço do candidato no espaço público. Porque a ausência desta atitude e desta disponibilidade para interagir ou provocar fórmulas de interação pode ser fatal para a candidatura, dado que provoca uma perda considerável de seguidores, que são potenciais eleitores e influenciadores.
Um blog, com atualização diária, de segunda a sexta-feira, pois não adianta perturbar os eleitores no seu descanso de fim-de-semana, e contas no Facebook, no Twitter e no Youtube são meios suficientes para uma presença digital de excelência. Não adianta apostar em mais redes sociais, pois seria trabalho irrelevante e desfocalizado. Isso exige ao político um bom plano estratégico de comunicação digital.
Por outro lado, e ao contrário do que fizeram os governantes Pedro Passos Coelho e Paulo Portas, em Portugal (ver aqui), o trabalho de presença digital não pode terminar no dia da vitória eleitoral. Pelo contrário. É aí que começa a comunicação governamental, cuja eficácia é essencial para construir a boa imagem de um político no poder. Não só porque as redes sociais têm memória, mas também porque os eleitores não iriam tolerar um político ativo e falador na campanha e mudo depois da vitória na eleição. 

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Empresários têm medo do Facebook



Segundo uma pesquisa divulgada na imprensa brasileira, 40% dos empresários acham que o investimento em mídias sociais não compensa o risco. Afinal, argumentam, a presença digital não apenas aumenta a exposição, como faz com que o negócio esteja mais sujeito a críticas — que poderão ser vistas por qualquer pessoa na rede. Daí que a interação digital assuste administradores que estavam habituados somente a difundir publicidade de dentro para fora da organização, num modelo comunicação unidirecional, que não tinha em conta o que pensam os públicos.
Como podemos ler na matéria intitulada “Medo de estar na rede”, editada pelo jornal “O Globo” (ver aqui), de acordo com os empresários brasileiros ouvidos na pesquisa da Maksen Consultoria, o Facebook é mesmo a rede social mais temida. Ora, em minha opinião, só há uma solução para acabar com esse medo. E não passa por sair da rede, porque a comunicação digital bidirecional veio para ficar. Assim como a comunicação direta entre as marcas e os consumidores. Para as empresas, a solução é contratar boas assessorias de comunicação. Assessorias que saibam como comunicar e o que comunicar em cada rede social. Que saibam reagir em situações de crise. Que sejam proativas. Que tenham imaginação. Que saibam analisar corretamente o espaço público mediático. Porque na era da comunicação em rede em que vivemos não há retorno: os consumidores deixaram de ser passivos, passaram a produzir informação e a manifestar a sua opinião em pé de igualdade com as marcas.
Como diz o português João Pinto e Castro, no livro “Marketing Ombro a Ombro”, vivemos “na era do consumidor ativo, conectado e poderoso”. Por isso, não adianta nada a uma empresa sair da rede. Se sair ainda poderá ser pior, uma vez que deixará de saber o que dizem dela, não podendo minimizar os prejuízos em caso de uma crise. Muito menos poderá transformar uma crise de comunicação numa oportunidade.
Num artigo que publiquei no jornal “Briefing”, sobre a cultura de convergência comunicacional em que vivemos, referi-me precisamente ao crescimento da influência dos consumidores num mercado cada vez mais volátil e global (ver aqui o artigo completo): “O consumidor é agora mais informado e mais exigente. Assim como dá opiniões no Facebook, também quer participar na criação do produto, para adquiri-lo à sua medida, tornando o processo de aquisição e de usufruto numa experiência única. É por isso que o marketing contemporâneo deve criar experiências de envolvimento, de participação e de interação para conquistar e manter clientes.”

terça-feira, 11 de setembro de 2012

As duas caras de Pedro Passos Coelho


O Primeiro-Ministro de Portugal, Pedro Passos Coelho, viveu um fim-de-semana negro, fruto de falhas incríveis na comunicação, que se só justificam pelo amadorismo dos seus colaboradores ou pela total insensibilidade do governante quanto aos sinais que deve emitir para o País. O resultado foi um governante com duas caras, ou com dois posicionamentos no espaço público mediático: brutal a falar na televisão e carinhoso a falar no Facebook.
Tudo começou na desastrada comunicação ao País de um novo pacote de medidas de austeridade, muito mal justificado, confirmando que, em Portugal, os mais fracos pagam a crise e os poderosos são protegidos, porque governantes com vidas assentes em carreiras profissionais pouco sólidas não têm peso político e pessoal suficiente para enfrentar os interesses da alta finança, da banca e das grandes empresas dos amigalhaços. Além disso, foi uma comunicação proferida antes da transmissão televisiva de um jogo oficial da seleção portuguesa de futebol, outro erro crasso de comunicação, pois evidenciou uma subestimação grave da inteligência dos portugueses.
Em minha opinião, no fim-de-semana negro de Passos Coelho, o mais grave aconteceu depois. Na própria noite de sexta-feira, o Primeiro-Ministro teve a ousadia de ir divertir-se com a mulher num concerto de Paulo de Carvalho, tendo sido fotografado a cantar (ver imagens aqui e aqui). E, no dia seguinte, entrou na sua página no Facebook, onde só vai de longe a longe, e escreveu aos milhares de seguidores na qualidade de “cidadão e de pai”, para, humanamente, explicar-lhes a paulada brutal que, um dia antes, tinha dado em todos os portugueses na qualidade de Primeiro-Ministro.
Ora, o que a versão digital de Pedro Passos Coelho fez no Facebook (ver aqui) foi desacreditar a sua presença na maior rede social do mundo – talvez para sempre –, uma vez que há um outro Passos Coelho, aquele que é real, que vai ao bolso dos cidadãos sempre que precisa de travar o descontrolo da despesa pública, que fala pela televisão minutos antes do jogo de futebol da seleção, e que as pessoas têm levar em conta. Pelo contrário, a figura digital de Passos Coelho, que tenta ser um tipo simpático, de rosto humano, que entra no Facebook como “cidadão” e como “pai”, como se um Primeiro-Ministro pudesse ser um homem normal, não pode ser levada a sério. O erro de comunicação está nesta dupla personalidade, nas duas caras assumidas pelo Primeiro-Ministro.
Ora, se Passos Coelho pretendia corrigir alguma coisa, saiu-lhe, evidentemente, o tiro pela culatra. Pois só ganhou milhares de insultos e críticas corrosivas. Porque os cidadãos já começam a ter alguma formação, já começam a ter consciência de que a Internet é uma arma, já sabem mexer nos computadores e nos smartphones, e já não têm paciência para estas brincadeiras digitais de políticos impreparados e mal aconselhados.
As consequências desta aventura facebookiana de Passos Coelho saltaram rapidamente para o espaço público mediático, tendo sido objeto de ridicularização num episódio da “Mixórdia de Temáticas”, na Rádio Comercial, através do brilhante Ricardo Araújo Pereira, num dos programas radiofónicos mais ouvidos e mais vistos no País (ver aqui).
Como diz Rui Calafate, no seu blogue It’s PR Stupid (ver aqui e aqui), é nisto que resulta contratar para o setor da comunicação o amadorismo e a incompetência dos amigos de empresas que fecham e abrem com outro nome e a imaturidade da rapaziada das organizações partidárias de juventude, cuja vida ativa precisa de um impulso urgente num gabinete ministerial. É por causa dessa incompetência e dessa imaturidade que o Governo, através do Ministério da Paulo Portas, por exemplo, até anuncia em “Diário da República” a contratação de um indivíduo “do partido político CDS/PP” (ver aqui Despacho 8443/2012, da Subsecretária de Estado Adjunta do Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros). É também por causa desse amadorismo que os documentos internos, cuja confidencialidade deveria ser sagrada, aparecem nos jornais (ver aqui).

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

"Playboy" portuguesa é uma burla editorial


A “Playboy” é uma marca conhecida por ser o título de uma revista de mulheres que mostram o corpo sem roupa e sem preconceitos. É assim que funciona em todo o lado o produto editorial erótico fundado em 1953 pelo norte-americano Hug Hefner, atualmente com 86 anos. É assim que conhecemos a "Playboy", menos em Portugal, onde as mulheres famosas que dão o corpo à capa da edição portuguesa da revista não mostram o sexo, nem sequer as mamas, a não ser que essas partes íntimas sejam disfarçadas pelo milagroso programa de tratamento de imagem Photoshop, num exercício de falsificação do corpo feminino. No fundo, as estrelas portuguesas são mulheres com muito pudor. E não vão além da provocação saloia. Rita Pereira, por exemplo, mostrou-se mais com o célebre decote que levou à cerimónia dos Emmys Internacionais, fazendo furor nos EUA (ver aqui), do que no número de lançamento da série atual da revista "Playboy".
A edição portuguesa da "Playboy" é, portanto, uma burla editorial, pois exibe mulheres que só fazem de conta que mostram o corpo, e ainda levam dinheiro por isso. E algumas delas até mostram menos corpo nas páginas da revista do que nas telenovelas ou nas cerimónias em que participam. 
O que é extraordinário é que essas produções fotográficas da treta são notícia em todo o lado, em forma de promoção da revista nas páginas de "infotainment" (expressão que designa as mensagens mediáticas que integram elementos de caráter jornalístico e de caráter de entretenimento) que inundam agora toda a imprensa. Outra burla. Neste caso, jornalística. Isto para não falar nos textos da "Playboy" portuguesa, que, embora uma ou outra exceção, são igualmente muito básicos. Uma revista assim, em que as mulheres nuas aparecem vestidas, está condenada ao fracasso. É uma questão de tempo.

domingo, 9 de setembro de 2012

A comunicação não torna boas as más políticas



Portugal está em crise desde que o socialista António Guterres, em 2001, então primeiro-ministro, descobriu que estava atolado num pântano e decidiu fugir na noite de uma derrota política nas eleições municipais. Verdadeiramente, os sinais de paralisação da economia começaram a sentir-se no país real depois da Expo’98, a exposição das vaidades, dos empreiteiros e do novo-riquismo saloio de quem vivia à custa do dinheiro que jorrava da Europa.
Depois, Durão Barroso, no cargo de primeiro-ministro, anunciou ao mundo que Portugal estava de tanga e começaram os cortes no rendimento dos portugueses, com o congelamento do aumento de salários. Mas os empreiteiros continuavam a ter luz verde dos bancos para construir auto-estradas, condomínos de luxo, projetos turísticos sem clientela. Pelo meio, os espertalhões do regime, alguns deles tidos como homens respeitáveis junto de quem nos governou, foram roubando em grande escala, como aconteceu no BPN. O povo entretinha-se a seguir o escândalo da Casa Pia e a comprar a crédito.
Em 2004, enquanto o País profundo seguia Portugal no Euro 2004 – cujos estádios faraónicos e desnecessários representaram mais um sinal grave do poder imenso dos empreiteiros sobre políticos sem estofo –, foi a vez de Durão Barroso fugir para Bruxelas. Seguiu-se Pedro Santana Lopes como primeiro-ministro, que cometeu o erro colossal de não ter ido a votos. Durou alguns meses. Quando José Sócrates assumiu a liderança do Governo por uma margem estrondosa que ele jamais teria imaginado, nem em sonhos nos tempos em que desenhava pardieiros na Covilhã, os portugueses já estavam a ficar cansados, mas deram-lhe todo o apoio. A direita dos interesses ficou em êxtase com o pragmatismo socrático na expansão das obras públicas. Em 2008, rebentou a crise internacional e Portugal descobriu, afinal, que estava à beira da falência.
Quando os portugueses, em 2011, deram uma vitória clara ao PSD e a Pedro Passos Coelho, estavam a dizer nas urnas que queriam mudar, que queriam um País novo, sem os vícios e os erros do passado recente. Afinal, bastou pouco tempo para o povo descobrir que era mais do mesmo, mas para pior. Mais do mesmo nas medidas económicas, mais do mesmo nas nomeações, mais do mesmo na despesa pública, mais do mesmo nas políticas de emprego, mais no mesmo nas gorduras do Estado, mais do mesmo em tudo o que estava mal. E, sublinhe-se, muito mais do mesmo em termos de medidas de austeridade!...
As novas medidas de austeridade anunciadas por Pedro Passos Coelho –
o segundo pacote de medidas em apenas um ano – significam um falhanço total das políticas do Governo e um corte decisivo entre o Governo e o País. Hoje, já nem os militantes do PSD e do CDS/PP são capazes de defender o Governo, na rua, nos meios de comunicação social ou nas redes sociais. Hoje, só defende o Governo no espaço público mediático quem é pago para o fazer ou quem, de algum modo, lucra com as políticas suicidas que estão a ser seguidas.
Por vezes, os problemas são tão graves que não há comunicação de crise que valha às organizações. Também não há comunicação de crise que valha a Pedro Passos Coelho e ao seu Governo. Sim. Porque este Governo não é de Portugal, nem dos portugueses. Este Governo é de Passos Coelho, é de Paulo Portas, é de Miguel Relvas, é de Vítor Gaspar, é da “Troika” e de uma elite cada vez mais pequena, formada por banqueiros e grandes empresas, cujos lucros são cada vez mais gordos. É um Governo inimigo do povo e amigo dos poderosos.
Neste cenário, nem podemos falar em falhanço da comunicação do Governo. A comunicação não faz milagres. Uma boa comunicação não torna boas as más decisões políticas. Nem torna bons os maus políticos. Uma boa comunicação é um assunto sério. Não tem nada a ver com vender banha da cobra. Tem a ver com comunicar bem aquilo que é bom e tem sentido. Ora, as medidas do Governo português são, pura e simplesmente, incomunicáveis.

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

A linguagem corporal nos políticos


São poucos os momentos em que o nosso corpo comunica de maneira consciente. Mais de 90% das ocasiões, a linguagem corporal é dominada pelo inconsciente. Por isso é que, na política, a comunicação corporal é muito importante, mesmo decisiva, pois é suposto que dê a conhecer os políticos como eles são na realidade e não como eles querem ser vistos pelos eleitores. Mas será possível a uma figura pública domar sempre a linguagem inconsciente do corpo dando de si a imagem que pretende? As figuras públicas podem aprender a manejar a sua linguagem não verbal em todas as ocasiões? É possível treinar o controlo da linguagem não consciente transmitida pelo nosso corpo? Um tema aliciante, destacado pelo consultor político venezuelano Oswaldo Ramírez, no seu blog, com ligações para diversas fontes audiovisuais (ver aqui).

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Os 20 melhores grupos de comunicação no Linkedin

A ferramenta Linkedin tem fortalecido a imagem de rede social mais apropriada para os profissionais, onde podem conhecer outros profissionais, conversar e trocar informações. Eu, por exemplo, só agora, ao fim de muitos meses sem ver utilidade na rede, deixando convites e mensagens sem resposta, começo a ver que, afinal, o Linkedin é muito eficaz para contatos profissionais e partilha de conhecimentos e experiências sobre a nossa atividade profissional. Um dos pontos mais interessantes do Linkedin são os grupos de discussão que têm por finalidade a troca de conhecimento entre os seus integrantes. É disso que nos fala Adriano Oliveira, fundador e editor-chefe do blog Acervo Publicitário, num “post” onde indica os 20 melhores grupos do LinkedIn para profissionais da comunicação (ver aqui).

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Sátira política nas eleições de São Paulo


O candidato do PT à prefeitura de S. Paulo, Fernando Haddad, “é filho do Lula e do Mensalão”. O candidato do PSDB, José Serra, “é o inimigo número 1 dos taxistas”. Estas são algumas das afirmações do “Blogão da Eleição”, que está a agitar o clima eleitoral em São Paulo com a sátira política em torno dos pontos fracos de cada um dos candidatos às eleições municipais.
Os autores do blogue, para já anônimos, afirmam que “abrem os olhos, os ouvidos e principalmente a boca”, num estilo mordaz e desassombrado, contando “tudo o que movimenta candidatos e candidaturas à Prefeitura de São Paulo”.
A ideia é fazer com que o eleitor decida em quem votar nas eleições municipais de 7 de Outubro com base o humor do “Blogão da Eleição” e não com base na informação oficial das candidaturas (ver aqui).
Neste domingo, o “Blogão da Eleição” era seguido por 380 internautas no Facebook, 170 no Twitter, 370 no YouTube. Mas estes números não querem dizer nada quanto à amplitude de difusão dos conteúdos. O vídeo intitulado “Fernando Haddad, o filho do Mensalão”, por exemplo, colocado sexta-feira, foi visto por 60.500 pessoas em apenas 1 dia.
Importa agora saber os efeitos desta espécie de contra-campanha na mente dos eleitores, sabendo-se que um vídeo desta natureza pode tornar-se viral com uma facilidade enorme. Um caso a seguir nas municipais brasileiras.

sábado, 1 de setembro de 2012

Turismo do Brasil lança campanha internacional


Numa altura em que o País se mobiliza na preparação de dois grandes eventos internacionais, como são o Mundial de Futebol 2014 e os Jogos Olímpicos 2016, o Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur) lança uma campanha de promoção internacional, através de um vídeo que incentiva os potenciais turistas a “celebrar a vida” no Brasil, porque é neste País que “o mundo se encontra”. O filme está a circular nas redes sociais, a partir do canal do Embratur no YouTube, denominado Visit Brasil.
A campanha, que tem como mote “O mundo se encontra no Brasil. Venha celebrar a vida”, servirá “para aumentar a relevância e a repercussão deste conceito”, refere, em nota de imprensa, o director de marketing do Instituto Brasileiro de Turismo, Walter Vasconcelos.
No Facebook, a campanha inclui uma aplicação que permite que o usuário identifique os seus amigos que estão mais distantes geograficamente e propõe que eles se encontrem no Brasil. “Quando o cibernauta clicar em ‘convidar’, será criado um álbum na ‘timeline’ com imagens das distâncias entre cada amigo encontrado, que será marcado e alertado, e estes, por sua vez, poderão encontrar outros amigos distantes e convidá-los a encontrarem-se no Brasil”, explica Walter Vasconcelos. A ideia é divulgar o vídeo da campanha, além de peças publicitárias, com imagens do Brasil, disponíveis no aplicação.
O vídeo procura mostrar o estilo de vida do brasileiro, a diversidade da natureza e a força de uma cultura extraordinária, num local onde pessoas de diferentes origens convivem em harmonia. “Você vai descobrir um país jovem, moderno e sensacional assim que chegar aqui”, promete o Instituto Brasileiro de Turismo.