segunda-feira, 17 de junho de 2013

João Pinto e Castro (1950-2013). Uma perda para o marketing


Considerado um dos mais lúcidos analistas da economia e da sociedade portuguesas, João Pinto e Castro, morreu sexta-feira, 14 de junho, vítima de doença. Era docente universitário e diretor-geral da empresa de marketing e comunicação Ology. Mas não só. Guardo dele a imagem de um especialista em marketing contemporâneo, após ter lido “Marketing Ombro a Ombro”, o livro que lançou em 2011.
“O ‘Marketing Ombro a Ombro’ é um livro de marketing diferente do habitual. Diferente porque o mundo está diferente; os consumidores atuam de maneira diferente e por isso o marketing terá, forçosamente, de ser diferente”, avisava Pinto e Castro num livro bem desenhado, escrito num estilo atraente, quase informal, mas denso, sobre o novo marketing, no qual o autor explica que “as empresas já não podem olhar para os seus clientes de cima para baixo pois os consumidores ganharam poder e aprenderam a exercê-lo”. É sobre esta ruptura do marketing intrusivo, da sua transformação para o marketing ombro a ombro, que constrói relacionamentos entre marcas e organizações e seus públicos, que trata o livro que João Pinto e Castro deixou como herança.
No “Jornal de Negócios”, a jornalista Helena Garrido lembra também que João Pinto e Castro, enquanto economista, era crítico da política de austeridade em curso em Portugal e na Europa. Confira e perceba o pensamento do autor: http://migre.me/f3ayL.
Na sua última crônica no “Jornal de Negócios", em 30-04-2013, João Pinto e Castro conseguiu sintetizar numa única frase uma visão social-democrata sobre o sistema capitalista: "Quem reconhece os méritos do capitalismo como máquina geradora de bem-estar deve simultaneamente aceitar que eles só ocorrem no quadro de uma sociedade organizada respeitadora da dignidade humana, sem esquecer que antes dos direitos dos produtores e dos consumidores estão os dos cidadãos." Confira a crônica na íntegra: http://migre.me/f39XX.
João Pinto e Castro nasceu no Porto, licenciou-se em economia e doutorou-se em marketing. Professor, empresário, economista, pensador. Um valor incontornável do pensamento português, nestes tempos marcados pela crise econômica. E uma carreira profissional sempre ligada à comunicação e ao marketing, cujo saber tornou público nos livros "Marketing Ombro a Ombro" e, também, na "bíblia" portuguesa "Comunicação de Marketing", das Edições Sílabo. Ia fazer 63 anos no dia 8 de agosto de 2013. A sua morte é uma perda para o marketing e para a comunicação empresarial. 






"Marketing Ombro a Ombro",
um bom livro sobre 
o marketing contemporâneo,
que João Pinto e Castro editou em 2011.

sábado, 15 de junho de 2013

Minas Gerais lança passaporte turístico inédito no Brasil


A partir de hoje os turistas que visitem Belo Horizonte e cidades envolventes, no Estado de Minas Gerais, passam a contar com um cartão para facilitar o acesso a locais culturais e turísticos, como igrejas e museus, e garantir descontos e benefícios aos usuários. O cartão, que o secretário de Estado de Turismo de Minas Gerais apresenta como inédito no Brasil,  pode ser adquirido pela Internet (www.minasgerais.com.br) e pago com cartão de crédito. Cada MinasPass custa R$ 50 para a visitação e será aceito em locais turísticos e localidades num raio de até 150 quilômetros a partir de Belo Horizonte. É uma excelente ação de marketing territorial, porque é capaz de transmitir ao turista a grandeza integrada de um território.
O objetivo do passaporte turístico MinasPass é gerar um diferencial de comodidade e economia no acesso a produtos e serviços turísticos. A ferramenta também visa fomentar o trabalho em rede de empresas ligadas aos segmentos de negócios e eventos, além de estimular a ampliação da permanência do visitante e aumento da renda gerada durante sua estada. A vantagem competitiva do MinasPass é fornecer ao turista, por meio de um único passaporte, acesso a vários atrativos turísticos, além de benefícios e descontos nos serviços oferecidos em Belo Horizonte e em localidades situadas a um raio de 150 quilômetros da capital, como Ouro Preto, Mariana e Rio Acima.
“É uma ideia que vem ao Brasil pela primeira vez, mas que a gente pode expandir, no futuro, para outras cidades. Nós esperamos vender, durante a Copa das Confederações, cerca de 10 mil passaportes”, afirmou o secretário de Estado de Turismo de Minas Gerais, Agostinho Patrus. Confira: http://migre.me/f23SA.

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Rio de Janeiro sedia encontro nacional de assessores


Os caminhos e o papel da assessoria de imprensa estarão em pauta no Rio de Janeiro, entre os dias 22 e 25 de agosto. Trata-se do XIX Encontro Nacional de Assessores de Imprensa (ENJAI), que vai acontecer no Rio’s Presidente Hotel, com organização da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) e do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio e apoio do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Rio. O tema da décima nona edição do encontro é “A Assessoria de Imprensa nos grandes eventos e o interesse público do Jornalismo”.
Profissionais de empresas de assessoria e da comunicação de competições esportivas vão debater o assunto em quatro painéis, distribuídos ao longo de quatro dias do evento. Entre os debatedores confirmados estão o gerente de imprensa da Petrobras, Lúcio Pimentel, e o gerente de esportes do UOL, Murillo Garavello. Confira: http://migre.me/f0F5p e http://migre.me/f0F7j.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Pessoas que vivem sozinhas desafiam agentes de marketing


















Domicílios com um só morador estão se tornando um traço cada vez mais dominante na sociedade britânica – uma das mais desenvolvidas do mundo. É uma mudança social que força empresas e marcas a revisar suas mensagens de marketing naquele mercado europeu. Os domicílios com pessoas que vivem sozinhas são uma tendência nos países considerados desenvolvidos.
Os mais recentes dados de recenseamento do Reino Unido mostram que os domicílios de um só morador existem em número mais de duas vezes superior aos domicílios familiares tradicionais, com pai, mãe e filhos. O número subiu em 1 milhão, para 7,1 milhões em 2011, ante o recenseamento anterior, de 2001. Isso equivale a 30% dos domicílios na Inglaterra e País de Gales, e faz dos domicílios de um morador a maior categoria entre os domicílios.
A tendência de morar sozinho está forçando empresas a adaptar estratégias de marketing a fim de refletir a perda de importância da família tradicional. No entanto, os domicílios com um morador estão longe de formar um grupo homogêneo. São ainda mais dificuldades para os agentes de marketing e comunicação. Confira a matéria do “Financial Times”, publicada pela “Folha de São Paulo”: http://migre.me/eQVBd.

A comunicação “desastrosa” das Finanças de Portugal


Um estudo desenvolvido por uma empresa tecnológica portuguesa, divulgado neste domingo, 2 de junho de 2013, considera que o interface do portal do Ministério das Finanças na Internet para a entrega do Imposto de Rendimentos Singulares (IRS) é “desastroso” para os utilizadores, apresentando “linguagem altamente técnica e indecifrável para o cidadão comum" ou “falta de informação e informação desenquadrada”.
Na opinião de José Campos, investigador na Universidade de Coimbra, "a plataforma não cumpre o objetivo para a qual foi criada – a de facilitar a vida aos cidadãos". Mais: "Não está orientada para as pessoas. Em vez disso, reflete a lógica complexa das Finanças. Não é de estranhar que muitas pessoas paguem a contabilistas ou peçam a amigos para fazerem a declaração por eles.” Confira aqui: http://migre.me/eQyLo.
A propósito desta notícia, lembro que, em 18 de Abril de 2012, quando o ministro das Finanças de Portugal, o tecnocrata ultraliberal Vítor Gaspar, era endeusado ou encarado com aceitação e curiosidade, escrevi no blogue COMUNICAÇÃO INTEGRADA precisamente sobre a “péssima comunicação do Ministério das Finanças com os portugueses. Assim:

Quando penso numa instituição que seja péssima a comunicar com os cidadãos lembro-me imediatamente do Ministério das Finanças de Portugal – uma instituição que não está formatada para comunicar com cidadãos crescidos e responsáveis e que trata os contribuintes como potenciais incumpridores das suas obrigações fiscais. Mesmo sendo liderado por um homem formado nos gabinetes da União Europeia, como é o caso de Vítor Gaspar, o Ministério das Finanças é aquela organização que só contata com os cidadãos para lhes sacar dinheiro, usando uma linguagem codificada que poucos entendem e escondendo a informação essencial em letras pequeninas com remissões para leis que poucos conhecem. No fundo, os cidadãos são tratados como crianças malcomportadas que têm de cumprir ordens de pagamento e ponto final. (…) 
Em resumo, o Ministério das Finanças não é de Portugal, nem dos portugueses. (…) Quanto à comunicação digital, o Ministério das Finanças também só permite uma comunicação unidirecional, inundando o contribuinte alegadamente faltoso com mensagens ameaçadoras. (…) O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, deveria saber que um Governo também começa a cair assim. Pela quebra de confiança. E o Ministério das Finanças, na sua relação com os portugueses, não promove a confiança.” (Texto na íntegra aqui: http://migre.me/eQyJK)

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Livraria Cultura vive crise nas redes sociais


Um problema, por muito grave que seja, não passa de um problema enquanto é interno à organização. Mas quando atravessa as portas, quando chega à imprensa e ao espaço público midiático, de que toda a gente pode fazer parte através da Internet e das redes sociais, torna-se uma crise de efeitos incalculáveis.
No blog A Quinta Onda, Mauro Segura, especialista em comunicação e comportamento na era digital, escreve sobre um caso gerado nas redes sociais, que está acontecendo e afetando a imagem e reputação da Livraria Cultura, em Curitiba. Ele considera que o assunto “merece ser acompanhado pelos profissionais de comunicação, para aprendizado”.
Tudo começou numa funcionária descontente com as condições de trabalho, que resolveu escrever um e-mail ao presidente da Livraria Cultura, com conhecimento para todos os funcionários. Foi o suficiente para rebentar uma crise que vazou para o espaço público, com ex-funcionários da Livraria Cultura desabafando nas redes sociais. Confira nos links: http://migre.me/eMrxHhttp://migre.me/eMrAC.
Em minha opinião, à primeira vista, este caso representa um sério aviso para o setor de gestão de recursos humanos das empresas, que devem criar mecanismos de proximidade com seus funcionários, no sentido de facilitar a criação de canais de comunicação interna entre a base e a cúpula da organização – cuja distância é cada vez mais próxima, ou diluída, pois estamos na era da comunicação digital, que é horizontal por natureza. 

terça-feira, 28 de maio de 2013

O jornal regional como instrumento de cidadania


A imprensa regional desenvolve um importante papel informativo junto das populações, acompanhando a atualidade das comunidades através de um jornalismo de proximidade, cada vez mais necessário, como um dos veículos de transmissão das ansiedades e expectativas dos cidadãos, junto dos organismos de decisão política, em particular, junto da administração municipal.
A informação é um dos pilares de uma sociedade organizada. E quanto mais próxima a informação estiver da realidade do leitor, mais hipóteses terá a comunidade de se organizar e fortalecer, para melhor resolver seus problemas. Um jornal regional focalizado na informação de natureza local tem o propósito de unir, por meio da comunicação, uma região ligada geográfica e politicamente. Nessa perspectiva, toda a produção jornalística é pensada com o objetivo de atender à região, respeitando as características e os fatos locais que movimentam a cidade ou um grupo de cidades em que o jornal possa atuar.
Estudos e reflexões sobre jornalismo regional mostram que a informação é essencial para o desenvolvimento de uma comunidade – sendo objetivo de um jornal que a comunidade se identifique e se reconheça nas suas páginas. O jornal obtém essa identificação da comunidade ao focar sua linha editorial na informação local, nas características e nas peculiaridades do município e seus bairros – sem perder de vista um enquadramento regional, e, por vezes, até um enquadramento nacional da informação de natureza local, de modo a situar o público leitor. Assim, os leitores de um jornal regional bem estruturado têm uma visão dos acontecimentos que movimentam seu município dentro do contexto regional e nacional em que cada cidade está envolvida. A identificação do leitor com o seu jornal ocorre à medida que o jornal abre espaço para eventos, festas, manifestações populares, reclamações de bairro sobre problemas no espaço público e outras notícias ou assuntos de interesse para os moradores da localidade.
Ao levar a informação regional e local a seus leitores, um jornal estimula o debate dos problemas – e das soluções para os problemas – a nível regional. De um jornal regional, a comunidade espera mais notícias locais tratadas com maior profundidade, ou seja, uma visão jornalística voltada para a realidade de cada município.
Ao oferecer a notícia regional com foco local, um jornal regional abre um canal para a população reivindicar, mostrar seus problemas e cobrar soluções junto da administração da cidade, exercendo assim, sua cidadania, em benefício da comunidade. Isso acontece quando a comunidade se identifica com o jornal e absorve a importância de ter um veículo de comunicação preocupado e comprometido com as necessidades regionais e locais.

(Obs. – Texto baseado no estudo acadêmico intitulado “O ‘TodoDia’ e a comunidade: o jornal regional como instrumento de cidadania”, da autoria de Ivone Moreira da Silva, jornalista, especialista em Jornalismo e Segmentação Editorial pela PUC-Campinas, e Bruno Fuser, jornalista, doutor em Ciências da Comunicação pela ECA/USP e professor titular da PUC-Campinas. Estudo completo aqui: http://migre.me/eKYQa)

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Morreu Roberto Civita, o criador da "Veja"


A “Veja”, que é a revista semanal de informação geral em língua portuguesa mais lida do mundo, perdeu ontem o seu timoneiro, o empresário Roberto Civita, que estava internado desde março, tendo morrido neste domingo, aos 76 anos. Ele era filho de Victor Civita, fundador do Grupo Abril, e estava no comando da companhia há mais de duas décadas, período em que a empresa diversificou seus negócios, tornando-se um dos maiores conglomerados de comunicação da América Latina.
Roberto Civita era um homem de estratégia. Ele foi criador da revista “Veja” – a “newsmagazine” mais vendida no Brasil e a segunda mais vendida no mundo, atrás da “Time” – e diversificou negócios da editora Abril, a cujo conselho de administração presidia. "Ninguém é mais importante que o leitor, e ele merece saber o que está acontecendo", costumava lembrar Civita, segundo um texto publicado no site da “Veja”.
Roberto Civita nasceu em Milão, na Itália, em 1936. Estudou Física Nuclear em Rice, no Texas, formou-se em jornalismo na Universidade da Pensilvânia e em economia pela Wharton School, da mesma universidade. Fez ainda pós-graduação em sociologia pela Universidade de Columbia. Em 1939, a família foi morar nos Estados Unidos, onde permaneceu por dez anos. Em uma visita ao Brasil, o seu pai, Victor Civita, entusiasmou-se com a possibilidade de fazer negócios no país e chamou a mulher e os filhos para se mudarem para São Paulo. Confira mais informações: http://migre.me/eK2Zq.

terça-feira, 21 de maio de 2013

Comunicação de Ciência e Tecnologia pela primeira vez no Brasil


São inúmeros os eventos que estão acontecendo no Brasil pela primeira vez. Em diversas áreas de atividade. A cidade de Salvador, na Bahia, por exemplo, sediará entre 5 e 8 de maio de 2014 a 13ª Conferência Internacional sobre Comunicação Pública da Ciência e Tecnologia (PCST, na sigla em inglês). É a primeira vez que o evento ocorrerá em um país da América Latina.
Organizada pela Rede Internacional PCST, pelo Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (Labjor) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e pelo Museu da Vida, ligado à Casa de Oswaldo Cruz/Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a conferência PCST 2014 tem como tema central “Divulgação da Ciência para a inclusão social e o engajamento político”.
“Ter o Brasil como sede do congresso PCST será uma grande oportunidade para dar foco e dividir experiências, desafios e diversidade sobre o crescente tema comunicação e ciência na América Latina, motivando a participação de estudantes e pesquisadores que, de outra forma, não teriam a oportunidade de participar desse evento internacional”, destacam os organizadores do evento. Confira mais informações: http://migre.me/eDRNi.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Como surgiu a cor laranja na identidade do Itaú


Em comunicação a simplicidade e a objetividade são o caminho mais curto para o sucesso. Construções muito complexas, ainda que geniais, podem dar maus resultados. A introdução da cor laranja na imagem corporativa do Banco Itaú é um bom exemplo de como as grandes decisões de comunicação podem surgir do nada. Os responsáveis de comunicação do Itaú contam como tudo aconteceu. Confira no vídeo: http://youtu.be/g1xMSRqBx9o.