Ainda
é possível ligar a TV e assistir a um programa de entretenimento matinal sem
baboseiras ou vacuidades e, pelo contrário, com conteúdo informativo e
pedagógico para o seu auditório prioritário: as donas de casa, os aposentados,
etc. É assim o "Encontro com Fátima Bernardes", todas as manhãs, na
TV Globo, um programa de variedades onde são abordados temas do quotidiano, com inteligência, sobriedade, objetividade e sem histerismos. Pode não ser um programa campeão de
audiências, mas está no caminho certo. É a diferença de ter uma jornalista
experiente na liderança do programa, que sabe fazer as perguntas certas,
conduzindo as conversas pelo caminho que interessa a quem liga a televisão para
ficar a saber algo que não sabia. Confira o site oficial do programa, que é exibido todas as manhãs pela TV Globo desde o dia 25 de junho de 2012: http://bit.ly/16yJb5h.
terça-feira, 22 de outubro de 2013
quarta-feira, 16 de outubro de 2013
A importância do amor na comunicação
“Amor, essa é a palavra-chave
para o enfrentamento da era da tecnologia e da informação. Não há ação de
comunicação eficaz enquanto a essência dos relacionamentos não se basear pelo
amor. Principalmente na comunicação interna, tal fato “cai como uma amor-trabalho-profissionais
luva”. O sentido dessa palavra, neste contexto, compreende entender o outro em
suas múltiplas e diferentes dimensões, compreende, colocar-se no lugar do outro
quando o mais fácil é discordar e inferiorizar ele, compreende enfim, ouvir, dialogar,
reconhecer as diferenças, o que nos é estranho e, a partir disso, construir
relações (planos, programas e ações) embasados na compreensão e na humanização.”
Se
pensarmos bem na natureza dos processos de comunicação contemporâneos, Fabiane
Altíssimo, que, no blog Ideia de Marketing, escreve sobre a necessidade de amor
para uma comunicação eficaz, tem toda a razão. Na verdade, com frieza e
distância jamais podemos construir relações envolventes e duradouras, seja dentro das empresas ou no relacionamento com os públicos no espaço público digital. Precisamos
de estar disponíveis para o outro – que pode ser um colega de trabalho ou um
cliente –, precisamos da propensão para ajudar o outro, da propensão para ouvir o outro e entender os seus problemas, as suas preocupações. Precisamos saber com rigor as pretensões do outro. Só assim podemos aconselhar e decidir bem.Uma agência de comunicação, por exemplo, para ter sucesso no atendimento a um cliente, tem de vestir a camisola do cliente, tem de se envolver com o cliente, assumindo a sua visão. E isso também é amor. No fundo, o amor é uma ferramenta humana invisível que é muito importante no trabalho e na comunicação. Onde o amor assume particular importância é, por exemplo, na construção de uma cultura coletiva de uma equipa de futebol ou outra modalidade desportiva coletiva. Mas o que acontece desde sempre no desporto, deve acontecer hoje em qualquer empresa ou organização.
Num tempo em que a intervenção humana nos processos produtivos é cada vez menor, precisamos de ter cuidado com a frieza das máquinas e dos automatismos. Esta visão parece fazer parte de uma narrativa lamechas, mas não faz. São os novos tempos de uma comunicação que é horizontal. É horizontal porque comunicamos uns com os outros de igual para igual, sem hierarquias definidas. Mas para existir interação é preciso envolvimento. É aí que entra o amor como atributo profissional, no sentido sublinhado por Fabiane Altíssimo – formada em Relações Públicas e graduada em jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Confira no link: http://bit.ly/1cslStj.
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terça-feira, 15 de outubro de 2013
Marketing digital em 10 livros
Partilhar o conhecimento é um dos prazeres dos novos tempos e uma das ações de maior valor acrescentado que nos fazem crescer enquanto seres sociais no espaço digital. Depois de uma ausência de algumas semanas, motivada pela edição e publicação de dois livros impressos – um com as memórias de um sacerdote católico e outro sobre discursos políticos –, na minha cidade natal, em Vila Nova de Famalicão, convido os leitores do blog COMUNICAÇÃO INTEGRADA a conhecerem 10 livros sobre marketing digital para empreendedores. É uma relação de obras interessantes para pequenas empresas que querem entender melhor a era digital – selecionadas pela revista Exame (edição brasileira). Confira no link: http://abr.ai/19KDAUA.
segunda-feira, 26 de agosto de 2013
António Borges na doença e no poder
A
questão é sensível e polêmica. Mas não pode deixar de ser colocada. Hoje,
sabemos que o Governo português contratou para seu principal consultor, com
responsabilidade por muitos negócios públicos importantes, nomeadamente na área
das privatizações e da renegociação das parcerias público-privadas, um homem com
graves problemas de saúde, o economista António Borges, que estava a lutar
contra um cancro no pâncreas, diagnosticado em 2010, tendo falecido neste
domingo, aos 63 anos de idade.
A
questão é saber até que ponto a doença afetou, ou não, o economista António
Borges nas suas decisões, nos seus conselhos ao Governo e nas opiniões
expressas publicamente, nos últimos meses da sua vida. Ironicamente, António
Borges era um defensor acérrimo do programa de austeridade, que está empobrecendo
as famílias portuguesas e a economia. Há
um livro muito interessante que fala sobre isso, do político inglês David Owen,
intitulado precisamente “Na Doença e no Poder”. A partir do caso de António
Borges, penso que o tema deveria subir à agenda mediática portuguesa para ser
debatido sem preconceitos. http://migre.me/fRhB7
Obs.
– António
Borges foi um liberal que representou os interesses da alta finança
internacional. Mesmo assim, estou triste pela sua morte. E continuo sem
compreender como é possível que os senhores do mundo não consigam descobrir a
cura para uma doença tão mortal como o câncer.
sábado, 17 de agosto de 2013
Às vezes, o jornalismo é uma vergonha
Só porque é rico e gasta o dinheiro dele como bem entende, um jovem brasileiro, que em 2012 decidiu fixar residência em Portugal, foi atacado de forma indecente no “Jornal Nacional”, principal serviço de jornalismo da TVI, uma das estações privadas do país. Ele foi entrevistado em direto, não porque tivesse sido protagonista de algum episódio de interesse público, mas, simplesmente, porque é rico e gasta muito dinheiro – presumivelmente, em benefício da economia portuguesa. A jornalista Judite de Sousa, uma das profissionais de televisão mais bem pagas de Portugal, manifestou-se indignada por o entrevistado ter gasto 300 mil euros na sua festa de comemoração do 22º aniversário, para a qual convidou a amiga Pamela Anderson.
A
norma nº 9 do Código Deontológico dos Jornalistas Portugueses é muito clara: “O
jornalista deve respeitar a privacidade dos cidadãos exceto quando estiver em
causa o interesse público ou a conduta do indivíduo contradiga, manifestamente,
valores e princípios que publicamente defende.” O código, no seu ponto nº 1,
diz também que “o jornalista deve relatar os fatos com rigor e exatidão e
interpretá-los com honestidade”. Diz ainda, no ponto nº 3, que “o jornalista
deve combater a censura e o sensacionalismo”.
Ora,
não foi nada disto que fez Judite de Sousa durante a sua entrevista ao cidadão
brasileiro Lorenzo Carvalho. Na verdade, o que Judite de Sousa e a TVI fizeram
foi violar a privacidade de um cidadão, agredindo-o, de forma gratuita, à vista
de todos. Uma situação indecente. Às vezes, o jornalismo é uma vergonha. Assista
o vídeo: http://migre.me/fMd5t.
quinta-feira, 15 de agosto de 2013
A informação biquíni
O “Daily
Mirror” é lido pelas pessoas que acham que mandam no país. O “The Guardian” é
lido pelas pessoas que acham que deviam ser elas a mandar no país. O “The Times”
é lido pelas pessoas que realmente mandam no país. O “Daily Mail” é lido pelas
mulheres dos homens que mandam no país. O “Financial Times” é lido pelas
pessoas que são donas do país. O “Morning Star” – jornal do Partido Comunist – é
lido pelas pessoas que acham que o país devia ser mandado por outro país. E o “Daily
Telegraph” é lido pelos que acham que ele é realmente mandado por outro país.
É um
exercício interessante, não é? Eu podia aqui exercitar os sucos gástricos e
escrever sobre os concorrentes do “Diário de Notícias” ou até sobre o próprio “Diário
de Notícias”... Há tanto para dizer sobre os jornais. Os jornais do poder
político, os dos juízes e da polícia, os jornais dos empresários e dos
intelectuais (ainda há jornais de intelectuais?), os dos professores e
pensionistas, etc. Não há mal nenhum nisto se entendermos que cada periódico
tem uma clientela com exigências e apetites informativos que criam mercados de
leitura muito concretos.
Há até espaço
para nichos. O “Diário Económico”, onde trabalhei, e o “Jornal de Negócios”,
por exemplo, vendem hoje cada um deles (nem sempre foi assim) menos de quatro
mil exemplares por dia em banca, mas exercem uma influência determinante nestes
poucos leitores que, por sua vez, têm um peso enorme na opinião que o País
forma sobre os assuntos económicos e políticos. Não é por acaso que a reforma
do IRC foi tão bem recebida: a agenda dos empresários é esta, não outra. Já a
redução do IRS (vital) não encontra defensores tão persistentes e vocais que
obriguem a que o assunto se fixe no centro do debate. Os sindicatos poderiam
assumir este papel, mas concentram-se nas reivindicações salariais e na defesa
de estatutos profissionais muitas vezes caducos – e daí não arredam pé.
Na verdade o
que parece escassear são jornais que olhem para o todo e escolham o relevante.
Que tratem as notícias não na perspetiva de um grupo de interesses, mas que
estejam abertos a todo o universo informativo sem ficarem, digamos, capturados.
Não se trata apenas de resumir tudo ao antagonismo superficial entre
austeridade e crescimento, mas de enriquecer as análises e as decisões que
tomamos – como a eleição de um Governo –, com informação bem investigada capaz
de remeter o ruído partidário (a insistência nos swaps) ou o jornalismo mirone
(o biquíni de Judite Sousa) para o lugar que merecem. À “Caras”, portanto, o
que é da “Caras”. A questão é até simples, como diria sir Humphrey, o
secretário permanente do primeiro-ministro Jim Hacker – da série Yes,
Prime-minister, de onde tirei a citação inicial: "Se as pessoas não sabem
o que estamos a fazer no Governo, não sabem o que estamos a fazer mal no Governo."
Não está mal visto.
Autor:
André Macedo, jornalista, “Diário de Notícias”, 15-08-2013
http://migre.me/fKNeO
quarta-feira, 14 de agosto de 2013
Livros de papel e digitais vão coexistir
Vivemos
num mundo dominado pelas tecnologias e pela comunicação digital, seja em nossas
conversas com os outros, seja para transmissão de dados e outros elementos que
outrora eram corpos que circulavam no espaço físico. É claro que nem tudo é
digital. Nem poderá ser, caso contrário deixaremos de ser humanos.
O
avanço do mundo digital, no entanto, entusiasma muitos teóricos, alguns deles
talvez em demasia. É o caso daqueles que há muito anunciam o fim dos jornais de
papel, das revistas de papel, dos livros de papel. Ao nível dos jornais, por
exemplo, a recuperação do “New Tork Times” está aí para desmentir as vozes
agoirentas sobre o futuro do jornal impresso – sabendo-se agora que o jornal
impresso pode perfeitamente conviver como jornal digital, lhe dando reputação e
credibilidade no mercado. O importante é que seus conteúdos tenham a qualidade suficiente que satisfaça a sua comunidade de leitores.
É
certo que em mercados emergentes como o brasileiro, onde toda a gente está comprando smartphones e tablets para ter uma conta no Facebook, o setor digital está em
forte crescimento. No caso do mercado editorial, a venda de livros impressos
caiu 7,36% em 2012 contra uma subida de 343% da venda de livros digitais, segundo
dados revelados pela revista “Época”. Porém, mesmo assim, o faturamento dos
livros impressos ainda cresceu 3%. Além disso, há quem desvalorize a subida da
venda de livros digitais, pois eles, em 2012, não representaram mais do que
0,1% do faturamento das editoras brasileiras.
Dos
Estados Unidos, um mercado amadurecido e em recuperação econômica, chegam dados
em sentido contrário, que dão esperança ao livro impresso: lá, o crescimento
dos livros digitais começa a desacelerar. Em 2012, o faturamento de e-books
cresceu 41%, mas tinha sido superior a 100% em anos anteriores. De acordo com analistas,
a participação dos livros digitais deverá estabilizar nos 30% do mercado
livreiro. Aliás, há uma pesquisa que revela um dado muito interessante: 97% dos
compradores de e-books continuam a ler livros de papel. A ler e a comprar.
Resumindo
e concluindo, o apocalipse do livro impresso, que até agora era considerado apenas como uma questão de tempo, deverá ficar retido na imaginação de alguns teóricos.
E ainda bem. No ecrã mudamos de página com um toque suave, mas é como se
estivéssemos a simular uma mudança de página. Além disso, o ecrã não tem cheiro,
não tem alma, não tem uma textura que seja única, não tem a identidade que tem o
livro, a revista ou o jornal impressos. Assim como os meios de comunicação se complementam,
mantendo seus públicos sem se anularem uns aos outros, também o papel e os bits,
como suportes de difusão da informação, continuarão a coexistir.
sexta-feira, 26 de julho de 2013
O jornalismo pós-moderno
Nestes
tempos em que as notícias circulam à velocidade de um toque suave, há jornalistas que, quando precisam do contato de determinada assessoria de imprensa, vão ao Facebook e
perguntam para todo o mundo se alguém tem o contato que procuram. Em alguns
casos, é até uma forma de o jornalista avaliar como está a sua capacidade de “networking”.
O
problema é que essa partilha de informação no espaço público significa o fim de
uma notícia exclusiva. Mas nesta era do jornalismo pós-moderno ninguém está
preocupado com esses pormenores. O importante será produzir diariamente um
determinado número de notícias de um tamanho específico, independentemente da
realidade. Depois,
se as notícias dos vários meios de comunicação e plataformas de distribuição de
conteúdos digitais estiverem todas iguais, seguindo as mesmas pautas, talvez todos considerem que assim
é que está certo. A preocupação com notícias e imagens exclusivas, diferentes da concorrência, únicas,
notícias que façam o consumidor de informação comprar um jornal em vez de outro – ou que façam o
internauta assinar um portal em vez de outro –, parece ser coisa de
antigamente.
Perante este quadro – que, felizmente, não envolve todos os meios de comunicação nem todos os profissionais do jornalismo –, não é surpreendente que os jornais tradicionais percam audiências. Já quanto aos espaços digitais, com mais ou menos audiências, não é dramático, pois têm um custo de produção muito mais reduzido.
sexta-feira, 5 de julho de 2013
Borussia Dortmund mostra camisa feita de flores num parque
A
criatividade e a originalidade são ferramentas de comunicação muito poderosas. Na
Alemanha, o marketing do Borussia de Dortmund, um clube de futebol centenário, fugiu do comum e
apresentou de uma forma criativa e original a sua nova camisa, que usará na
época 2013-2014, que está começando na Europa.
Normalmente,
as apresentações de novas camisas e uniformes dos clubes de futebol são feitas
em salas de imprensa, com os jogadores vestindo a novidade. No entanto, nesta
temporada, não foi assim que o Borussia Dortmund –
segundo classificado no último campeonato alemão – apresentou sua nova camisa.
No
Westfalenpark, o parque da cidade de Dortmund, foi construída uma camisa
gigante do clube, para a qual foram utilizadas 80.645 flores, como a imagem
documenta. O número não foi aleatório. As 80.645 flores representam a atual
capacidade do estádio do clube, que costuma estar constantemente lotado, sendo
também, assim, uma homenagem aos adeptos.
Não
foi necessário muito dinheiro para transformar um evento rotineiro em uma notícia
internacional, gerando uma visibilidade enorme para o patrocinador oficial do
clube e enchendo os adeptos de orgulho. A camisa feita de flores ficará no
local até à próxima terça-feira.
quarta-feira, 3 de julho de 2013
Cidade de Nova York ganha domínio na Internet
Nova York é a primeira cidade do planeta a obter seu próprio nome como domínio na Internet, permitindo que empresas e moradores locais comecem a usar a extensão “.nyc”. O prefeito da cidade, Michael Bloomberg, anunciou em sua conta do Twitter que os residentes e comerciantes da cidade de Nova York poderão usar o domínio “.nyc” em seus endereços eletrônicos. De acordo com o prefeito, o domínio próprio será uma oportunidade para que negócios locais tenham maior visibilidade em resultados de buscas, além de eliminar dúvidas sobre a residência dos moradores da cidade. O site – www.mydotnyc.com – foi criado para ajudar os moradores e empresas interessadas no processo de candidatura. O uso será liberado ainda durante este ano.
"Ter
o nosso domínio coloca Nova York na linha de frente do cenário digital e cria
novas oportunidades para nossos pequenos negócios. Agora, eles poderão ser
capazes de se identificarem como de Nova York, uma das maiores e mais
prestigiada marca", afirmou o prefeito da cidade. Segundo um comunicado
da prefeitura de Nova York, os pequenos empreendedores poderão usar o domínio
como meio de fazer o consumidor saber que a empresa funciona na cidade e, dessa
forma, os pequenos negócios poderão criar uma identificação com os produtos ou
serviços comercializados.
A
Corporação para a Atribuição de Nomes e Números na Internet (ICCANN, na sigla
em inglês para Internet Corporation for Assigned Names and Numbers), que
coordena o sistema de endereços na Internet, está lançando centenas de novos
nomes de domínio genéricos. A rede passará a abrigar não apenas páginas como
".com", ".org" e ".net" e códigos de países como
o ".br" para o Brasil ou ".pt" para Portugal, por exemplo,
como também aceitará códigos de cidades ou palavras genéricas e marcas de
empresas. Adivinha-se que este alargamento dos nomes dos domínios seja um foco de polêmica. Esta grande
expansão de nomes de domínios na rede provocou mesmo um ação preventiva de
empresas. Escritórios de propriedade intelectual começam a estudar medidas para
evitar fraudes e registros indevidos de marcas na rede.
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