O ano de 2011 ficará na história da vida de José Sócrates como o seu “annus horribilis”. Em apenas dois meses, Sócrates perdeu o País, o pai e um irmão. Por esta ordem. A queda começou em 2009, quando perdeu a maioria absoluta nas eleições legislativas.
Agora que parece ter sido abandonado pelos seus ex-camaradas de luta, que já procuram um novo aconchego sob o manto de António José Seguro, o líder do "novo ciclo" do PS, o ex-primeiro-ministro – que se demitiu na noite eleitoral de 5 de Junho de 2011 com a honra dos políticos sábios – merece uma palavra de solidariedade, neste momento é difícil da sua vida pessoal. Ainda que o próprio, de tão habituado a vender a ideia de um País positivo – que, afinal, só existia na sua cabeça –, possa insistir em não vislumbrar a realidade.

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