Neste blogue continuo a escrever o "português de Portugal", como a professora Luciana Pinto me ensinou nos bancos da escola primária, na década de 1970, pelo que tenho ignorado o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. E, a avaliar pelas notícias que chegam da secretaria de Estado da Cultura, estou no caminho certo (ver aqui). Ao ter anunciado que o Governo vai mudar o Acordo Ortográfico até 2015 e que cada português pode escrever como quiser, o secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas, acaba de matar, e bem, o famigerado acordo.
De facto, as regras de escrita que, ao fim de anos e anos de estudos, nos tinham impingido por decreto com o alegado objectivo de uniformizar a língua – como se em Portugal, no Brasil ou em outros países de expressão portuguesa todos falassem da mesma forma – não têm sentido nenhum. A diversidade é enriquecedora. Uma língua é tanto mais rica quanto mais incorporar as diferenças dos seus falantes.
Basta ler o que escreve António Guerreiro sobre a grafia dupla prevista no acordo ortográfico, num trabalho analítico publicado no suplemento cultural "Actual", do semanário "Expresso", de 25-02-2012, para perceber o que está em causa: "A grafia dupla abrange três domínios: o das consoantes mudas, o da acentuação gráfica e o da capitalização (o uso das maiúsculas). Como o critério é o da pronúncia, temos os casos em que há a supressão obrigatória (ato, seleção), os casos em que há a manutenção obrigatória (facto, dicção) e os casos em que a supressão é facultativa (rece(p)ção, dece(p)ção), em que o Acordo dito de unificação ortográfica conseguiu criar uma divergência onde ela não havia."
Nos últimos tempos, tinham vindo a público vários sinais contrários ao Acordo Ortográfico. Às reservas colocadas na imprensa angolana, seguiu-se a desobediência protagonizada por Vasco da Graça Moura, novo administrador do Centro Cultural de Belém, ao anunciar que a instituição estatal iria comunicar segundo a antiga ortografia. Graça Moura venceu, assim como todos aqueles que resistiram a uma mudança estúpida – incluindo algumas publicações, designadamente os jornais “Público” e “i”.
Já agora, o Governo português deveria preocupar-se com casos de abuso das autoridades brasileiras, que pedem aos portugueses a tradução dos documentos, como passaportes ou cartas de condução. Como se os documentos de Portugal não estivessem escritos em português (ver aqui).

Estou farta desta porcaria de acordos ortográficos tenham vergonha na cara já é para aí o quarto acordo que fazem. O último foi em 1990 e como ainda não estavam satisfeitos decidiram fazer outro qual será o próximo acordo ? Quais serão as próximas letras que vão retirar das palavras. Bem, resumindo e concluindo, se fosse eu ao Cavaco Silva entregava de uma vez por todas este país à Dilma por vários motivos: 1º - os portugueses imitam carnavais brasileiros feitos palhaços a fazerem más figuras na rua sambando que nem o sabem fazer direito e ainda existem escolas de samba meu deus como se isso tivesse a ver com a nossa cultura. 2º - faz acordos ortográficos o mais parecidos possíveis com a linguagem brasileira. 3º - Copiam novelas televisivas, programas de televisão, reality shows e entre muitas outras coisas... bem sendo assim com tantas imitações brasileiras façam de uma vez por todas deste país um país brasileiro.
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